Em 28 de setembro, é celebrado o Dia Mundial Contra a Raiva, data que tem como objetivo reforçar o combate à doença, ampliar a conscientização sobre as formas de prevenção e destacar os avanços alcançados ao longo dos anos. 

Instituída em 2007 por iniciativa da Aliança Global Contra a Raiva, com o apoio de organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a data foi escolhida em homenagem ao cientista francês Louis Pasteur, responsável pelo desenvolvimento da primeira vacina contra a raiva. Pasteur faleceu em 28 de setembro de 1895. 

A meta estabelecida pela OMS para a eliminação da raiva humana transmitida por cães nas Américas é 2030. O Brasil, porém, assumiu o compromisso de antecipar esse objetivo, com previsão de alcançar, até 2026, a validação de área livre de raiva canina. 

Os últimos casos de raiva humana transmitida por cães registrados no país ocorreram em 2013, no Maranhão, e em 2015, no Mato Grosso do Sul. Em ambos os casos, os vírus identificados pertenciam a variantes típicas de caninos. Dessa forma, o Brasil está há mais de dez anos sem registros de raiva humana transmitida por cães. 

Nos últimos anos, a maior parte dos casos de raiva em humanos no país esteve relacionada ao ciclo silvestre da doença. Essas ocorrências são geralmente associadas à transmissão por animais como morcegos, saguis e raposas. 

Em Barueri, o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, é responsável pelas ações de vigilância e controle da raiva animal no município. Entre os serviços oferecidos pelo departamento está a vacinação gratuita de cães e gatos contra a raiva. 

A vacinação é realizada às segundas, quartas e sextas-feiras, das 9h às 11h e das 13h às 15h30, no Posto Fixo de Vacinação, localizado na Rua Anhanguera, 200, Vila São Francisco. 

Raiva e transmissão 

A raiva é uma doença viral que afeta o sistema nervoso dos mamíferos e pode atingir tanto seres humanos quanto animais domésticos e silvestres. A doença é quase sempre fatal. 

A transmissão ocorre principalmente por meio da saliva de animais mamíferos infectados, geralmente após mordidas ou arranhaduras. O vírus também pode entrar no organismo por meio do contato da saliva com mucosas ou ferimentos. 

Manifestação da doença em cães e gatos 

Quando a raiva é causada por variantes virais associadas a morcegos, é mais comum que a doença se manifeste na forma paralítica. Em algumas situações, o animal pode apresentar aparência semelhante à de um animal atropelado, com dificuldades de locomoção ou paralisia. 

Já nos casos relacionados à variante canina, cães e gatos podem apresentar sinais como agressividade, excitação, dificuldade de deglutição, salivação intensa, falta de coordenação motora, convulsões, paralisia, coma e morte. 

Prevenção 

Entre os animais domésticos, a principal forma de prevenção é a vacinação anual contra a raiva. 

Para reduzir o risco de transmissão aos seres humanos, também é importante manter cães e gatos vacinados e com o reforço anual em dia. Além disso, recomenda-se: 

  • Ter cuidado ao manipular animais domésticos, principalmente aqueles de origem desconhecida, para evitar mordidas e arranhaduras; 
  • Não tocar nem entrar em contato com morcegos ou outros mamíferos silvestres, como quatis, raposas, saguis e saruês; 
  • Ao encontrar morcegos caídos ou dentro de residências, entrar em contato diretamente com o DTCZ para que o animal seja recolhido. Em nenhuma circunstância o morcego deve ser manipulado; 
  • Em caso de contato com animais suspeitos, lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar atendimento médico; 
  • Manter sob observação, por dez dias, cães e gatos que tenham causado agressões e estejam sob suspeita. Esse é o período de observação para o surgimento de sinais da doença; 
  • Caso o cão ou gato agressor morra, adoeça ou desapareça durante o período de observação, procurar imediatamente atendimento médico e informar a situação. Também é necessário entrar em contato com o DTCZ para que, em caso de óbito, o órgão encaminhe o cadáver do animal para diagnóstico da doença. 

Atendimento 

Para dúvidas ou mais informações, entre em contato com o DTCZ pelo telefone (11) 4198-5679 ou com a Secretaria Municipal de Saúde pelo telefone (11) 4199-3100. 

Da redação 

Crédito da foto: Ana Guice/Secom

Foto e Reprodução Secretaria de Comunicação de Barueri

By Ricardo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *